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Aprendizagem no primeiro emprego

A questão proposta pela epistocracia é a seguinte: por que não
discriminamos com base no conhecimento? Qual é afinal a vantagem de
admitir a participação de todos? Por trás dela, está o pensamento
intuitivamente convincente de que, em vez de nos vermos forçados a viver
com nossos erros, deveríamos fazer o possível para evitar que acontecessem.
Então, não faria mais diferença saber quem precisa assumir a
responsabilidade. Essa é uma discussão presente há mais de 2 mil anos.

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E quase sempre foi levada muito a sério. Até o final do século XIX, o consenso
era de que a democracia, no geral, significava uma péssima ideia: é arriscado
demais conferir poder às pessoas que não sabem o que fazem. Claro, esse era
o consenso apenas entre intelectuais na lei de aprendizagem do programa jovem aprendiz 2020. Não temos muito como saber o que as
pessoas comuns pensavam a respeito. Ninguém lhes perguntava.
Ao longo do século XX, o consenso intelectual foi mudando por completo.

A democracia se afirmou como a condição básica ideal da política, com
virtudes que ultrapassaram de longe suas fraquezas. O século XXI vem,
atualmente, reavivando parte das dúvidas originais. Várias democracias vêm
dando a impressão de tomar decisões consideravelmente estúpidas em tempos recentes.

Pode ser que nem reste ninguém para viver com as consequências
dos seus erros. Na era de Trump e Modi, da mudança climática e das armas
nucleares, a epistocracia voltou a ter dentes.
Por que então não damos maior peso à opinião das pessoas mais
qualificadas para avaliar o que fazer? Antes de responder a essa pergunta, é
importante distinguir entre epistocracia e uma coisa com que ela costuma ser
confundida: a tecnocracia. Mas as duas são diferentes. A epistocracia é o
governo dos que sabem mais. A tecnocracia é o governo dos mecânicos e
engenheiros. Um tecnocrata é alguém que entende como as máquinas
funcionam.

Tanto a democracia representativa quanto o autoritarismo pragmático ao
estilo chinês guardam muito espaço para a tecnocracia. Cada vez mais, os
dois sistemas entregam o poder de tomar decisões às mãos de especialistas
bem treinados, principalmente no que diz respeito às questões econômicas.
Os banqueiros centrais gozam de um poder significativo numa ampla
variedade de sistemas políticos pelo mundo afora. Por esse motivo, a tecnocracia não é, na verdade, uma alternativa à democracia.

Assim como o
populismo, é antes um apêndice a ela. O que torna a epistocracia diferente é
que ela dá prioridade à decisão “certa” sobre a decisão tecnicamente correta.
Ela tenta discernir para onde devemos ir. Um tecnocrata só sabe nos dizer como devemos seguir para lá.

E como uma epistocracia poderia funcionar na prática? A dificuldade
óbvia é saber quem se incluiria entre as pessoas que sabem. Não existe uma
qualificação formal para um especialista em assuntos gerais. É muito mais
fácil identificar um tecnocrata adequado. A tecnocracia tem mais a ver com encanamentos que com filosofia.

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Quando a Grécia saiu à procura de
especialistas em economia para enfrentar suas extremas dificuldades
financeiras, dirigiu-se ao Goldman Sachs e a outros grande bancos, pois era
lá que esses técnicos estavam reunidos. Quando uma máquina começa a surgir duvida para saber qual é o salario jovem aprendiz e empresas parceiras do programa, muitas vezes já está coberta com as impressões digitais dos mesmos que são chamados para consertá-la.

Para Brennan, temos hoje mais de cem anos de provas acumu-ladas de que
Mill estava errado. Votar faz mal ao cidadão. Não torna ninguém mais bem
informado. Na verdade, torna as pessoas mais estúpidas, porque dignifica
seus preconceitos e sua ignorância em nome da democracia. “A participação
política não tem valor para a maioria das pessoas”, escreve Brennan. “Ao
contrário, traz poucos benefícios à maioria de nós, tendendo a nos corromper
e estultificar. Transforma-nos em inimigos cívicos com bons motivos para
odiar uns aos outros.”
14 O problema da democracia é que ela não nos motiva
a nos tornarmos mais bem informados. Para ela, não há problema em só saber o quanto sabemos.

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